A NOVA ORDEM DO SISTEMA SOLAR

Em 24 de agosto de 2006, Plutão deixou de ser um planeta! nessa data, a União Astronômica Internacional (IAU), em sua Assembleia Geral, aprovou resolução segundo a qual um planeta é um corpo celeste que: a) está em órbita ao redor do Sol; b) tem forma aproximadamente esférica (e não com forma de batata, por exemplo, como alguns asteroides); e Sistema Solar (montagem Nasa).

c) limpou a vizinhança de sua órbita. É essa última condição que elimina Plutão como um planeta. Um verdadeiro planeta teria eliminado todos os corpos celestes próximos de sua órbita, seja colidindo com eles, capturando-os como luas ou expulsando esses corpos para longe. Essa condição não se aplica a Plutão, pois ele é pequeno demais para ter limpado a sua órbita, que, até mesmo, chega a cruzar a órbita de netuno, que possui um raio quase 25 vezes maior do que o de Plutão. Agora, o Sistema Solar possui apenas oito planetas conhecidos: Mercúrio, Vênus, Terra, Marte, júpiter, Saturno, Urano e netuno.

Plutão faz agora parte de uma nova categoria de corpos do Sistema Solar, os planetas anões. Em seguida à resolução da IAU de 2006, o conjunto dos planetas anões já contava com três membros: o próprio Plutão, Ceres e Éris. Ceres, o maior objeto do Cinturão de Asteroides, entre Marte e júpiter, tem o diâmetro de 950 km e foi reconduzida da condição de asteroide para a de planeta anão. já Éris, com diâmetro de 2.400 km e, portanto, maior que Plutão, com 2.274 km de diâmetro, é a responsável pela desplanetarização de Plutão. Foi Éris a deusa que lançou o “pomo da discórdia” a Páris, provocando o confronto entre as deusas olímpicas que levou à Guerra de Tróia. O nome Éris assinala o tenso debate entre os astrônomos antes da decisão de mudar a categoria de Plutão.