A Questão Energética Atual no Brasil e no Mundo

A Questão Energética Atual no Brasil e no Mundo

A Questão Energética Atual no Brasil e no Mundo

O século XIX foi da máquina a vapor, um motor a combustão externa. O século XX foi do motor a combustão interna. Já o século XXI será da célula de combustível que promete divorciar o automóvel da poluição. Quanto a nossa crise energética, tanto a Petrobrás quanto o setor energético e tudo o que é público no Brasil passaram a sofrer as consequências do projeto neoliberal. A receita do FMI foi retirar dinheiro das estatais para equilibrar as contas públicas. O resultado foi que não só a Petrobrás como todo o setor energético sofreram com tais medidas resultando em graves "Acidentes Ecológicos", ameaças, ou até mesmo, apagões. Agora dois setores geoestratégicos estão prontos para serem privatizados. Outros setores como saúde, transporte e educação também estão sucateados. Desta forma os meios de comunicação de massa imperam em suas opiniões. "Achamos" que tudo no Brasil deve ser privatizado.

Quanto as fontes de energia, temos que analisá-las em termos de disponibilidade, viabilidade, extração, transporte, armazenamento, distribuição, poluente ou limpa, renovável ou esgotável. Assim, no caso do Brasil, as fontes alternativas, (biomassa, eólica ou solar) assumem uma importância fundamental por ser um país tropical. A energia solar é considerada a fonte energética do século XXI. Na década de 70, houve o fortalecimento da OPEP e OPAEP, (países produtores de petróleo) em reação às sete irmãs (empresas que controlam a distribuição do petróleo no globo e estão em processo de fusões). No mundo, como um todo, os países buscaram as fontes alternativas como forma de se prevenirem ante as crises do petróleo. Lembre-se do programa Proálcool, da tentativa ineficaz das nucleares que Fernando Henrique acabou por quase desativar. É bom lembrar dos erros de projetos, como a represa de Balbina no Amazonas, causando sérios problemas ao meio ambiente. Por estes fatores, a década de 70 é considerada a "década da crise energética", além, é claro, da variável social, com baixos salários e repressão militar duríssima. Lembrar da Operação Condor dos militares latino-americanos que trabalharam em conjunto na repressão as forças revolucionárias. Já a década de 80 foi considerada a "década da destruição e perdida" com problemas ambientais sérios, dentre eles o acidente com o Césio em Goiânia.

Associe fontes de energia ao tipo de transporte adotado em cada país. Desta forma, fica mais fácil entender quais países são mais velozes na produção, como os tigres ou tigrinhos asiáticos, e porque países como o Brasil, Índia, China, Indonésia e Rússia são considerados "países baleias", por serem grandes e lentos. O modelo de transporte rodoviário é o mais caro. O ferroviário é muito viável para o Brasil. Lembre-se da Norte-Sul que vai interligar Belém (PA) a Senador Canêdo e começou, este ano, suas obras em Anápolis.

A hidrovia é, sem dúvida, o transporte mais barato, em termos de custo benefício. Recentemente, num total desrespeito a legislação ambiental, barcaças de grande calado resolveram, a revelia, tentar abrir uma hidrovia no rio Araguaia. Seria o Araguaia adequado para se fazer uma Hidrovia? Não se esqueça das voçorocas neste rio.

Todo país para atrair investimentos dentro da novíssima divisão internacional do trabalho, deve ser viável, o que significa trabalhar em Just In Time, tendo que possuir boa infra-estrutura. Será que o Brasil em crise energética irá atrair investimentos?. De que adianta ter minérios se não se pode extraí-lo a menor custo? Minério tem muito pouco valor agregado. Jamais houve vantagem comparativa para países que produzem matérias primas. O gaseoduto virá da Bolívia chegando até Goiás, contudo, toda obra deve pautar-se em Eia-Rima confiável. A instalação de várias Empresas, como a perdigão em Rio Verde, (Detroitização) podem causar sérios impactos ambientais. Alguns bem visíveis, são os impactos na represa de Corumbá, com a matança de toneladas de peixes. Serra da Mesa, (agora Cana Brava e Peixe também no rio Tocantins) a represa do Yang Tsé Kiang na China. Preste atenção nas negociações para venda da Celg e das construções da ETA e da ETE em Goiânia, que envolvem a preservação do rio Meia Ponte e sua recuperação, em 50 anos, tendo como modelo o Tâmisa. O uso bélico da energia nuclear constitui-se num dos graves problemas atuais. Os TNPs devem ser revistos por todos os países. É lógico, (nascentes do rio Ganges e Indu) países como o Paquistão e a Índia, que disputam a Kashimira, fazem vista grossa as sanções da ONU, onde fica, bem visível o colonialismo do Grupo dos 7 mais a Rússia, sobre os países emergentes. Estes países estão desenvolvendo, mais e mais, armas biológicas (motivo das sanções da OMC ao Iraque). Estas são consideradas bombas atômicas dos países pobres. Será que o Taleban irá conseguir armas Atômicas?

www.megatimes.com.br
www.geografiatotal.com.br
www.klimanaturali.org

O Mundo em Debate - Globalização

O Mundo em Debate - Globalização


O Mundo em Debate - GlobalizaçãoIniciei este estudo a focar-me na existência de uma multiplicidade de conhecimentos. Assim sendo a palavra que melhor pode identificar o conhecimento dos nossos dias será sem dúvida alguma a palavra: complexidade. Existe uma multiplicidade de paradigmas que expliquem a construção do mundo, no entanto não podemos ainda identificar uma só, como sendo a verdadeira a explicação máxima.

Não faças nada que, no futuro, prejudique a humanidade, faz tudo aquilo que no futuro possa melhorar a vida da humanidade.

A mentalidade e a ciência aliadas à tecnologia fizeram do Homem um animal pensante e dominador por excelência. As suas descobertas aliadas ao saber e à necessidade de sentir-se cada vez mais eficaz e menos trabalhosa a sua existência, levam-no a cometer exageros ao nível das invenções, das mentalidades e dos recursos.

Os fenômenos da atualidade são dominados pela mundialização e a globalização as consequências e as causas de múltiplas mudanças que estão direta e indiretamente relacionadas com a questão do desenvolvimento. A mundialização é um conceito que traduz todo o tipo de mudanças: inovações, criações, destruições, aculturações, descobertas… provocada pela troca de impressões generalizadas pela Humanidade. Na medida em que a mundialização designa a integração crescente das diferentes partes do mundo sob o efeito da aceleração das trocas, do desenvolvimento. Fomentando o gosto pelo saber e o desejo de intervir na construção do futuro.

A mundialização está acompanhada de recomposições a nível regional, dos países e do mundo, e alterações a nível social, profissional. O fluxo econômico e as diversas alterações a nível geográfico decidem as transformações políticas que já são globais e não se confinam a um espaço de identidade cultural, geográfico ou político.

A política tornou-se ela própria global e os rumos da economia e das rotas comerciais comandam a política.

Em parte este tipo de intervenção, bem como a discussão de certos temas e a decisão de alguns rumos do mundo dependem ou são fruto da globalização. O mundo não é mais do que uma aldeia global que não é mais do que uma estratégia para a uniformização dos aspectos econômicos à escala mundial. Para isso contribuíram a televisão, a Internet, a TV. Satélite, etc.…

O mundo não é mais do que um espaço onde, em segundos, se discutem problemas, se vivem vitórias, se decide o rumo que ele vai tomar.

Globalização
Qual é a diferença entre Globalização, Mundialização e Internacionalização?

Globalização e Mundialização são quase sinônimas. Os americanos falam em globalização. Os franceses preferem mundialização. Internacionalização pode designar qualquer coisa que escape ao âmbito do Estado Nacional. Globalização, ou mundialização, é o crescimento da interdependência de todos os povos e países da superfície terrestre. Alguns falam em “aldeia global”, pois parece que o planeta está a ficar menor e todos se conhecem (assistem a programas semelhantes na TV, ficam a saber no mesmo dia o que ocorre no mundo inteiro), por exemplo: hoje uma indústria de automóveis que fabrica um mesmo modelo de carro em montadoras de 3 países diferentes e os vende em outros 5 países. As empresas não ficam mais restritas a um país, seja como vendedora ou produtora.

Pequena resenha histórica da Globalização
Tendo uma visão apenas da Globalização econômica a História, vamos encontrá-la já muito antes do Império Romano. A Globalização aparece na constituição do Império Chinês; na civilização egípcia, que manteve o domínio de todo o continente africano; Na Grécia, que apesar das cidades-estado, que mesmo independentes viam uma globalização da economia. Mas é em Roma que o direito surge como instrumento de poder, pois só assim os romanos poderiam organizar e controlar o Estado. Além disso, com a expansão territorial, os romanos veem-se obrigados a construir uma rede de estrada, que possibilitou a comercialização e a comunicação entre os diversos povos.

Porquê que os portugueses se lançaram às grandes descobertas?

Não só para se proteger dos mouros espanhóis, mas também para procurar novas rotas comerciais de globalização. Nesses séculos (XIV e XV), ocorreu um descompasso entre a capacidade de produção e consumo. O resultado disso era uma produtividade baixa e falta de alimento para abastecer os núcleos urbanos, enquanto a produção artesanal não tinha um mercado consumidor, a solução para esses problemas estava na exploração de novos mercados, capazes de fornecer alimentos e metais a ao mesmo tempo, aptos a consumir os produtos artesanais europeus. Outro exemplo que temos, é do século XIX, chamado de Imperialismo ou neocolonialismo. Ocorreu quando a economia europeia entrou em crise, pois as fábricas estavam a produzir cada vez mais mercadorias em menos tempo, assim, com uma superprodução, os preços e os juros despenharam. Na tentativa de superar a crise, países europeus, EUA e Japão buscaram mercados para escoar o excesso de produção e capitais. Cada economia industrializada queria mercados cativos, transformando o continente Africano e Asiático em centro fornecedor de matéria-prima e consumidores de produtos industrializados, gerando com isso um alto grau de exploração e dependência econômica.

Podemos comparar essa dependência econômica e exploração com os dias de hoje, pois é difícil de acreditar na possibilidade de os países desenvolvidos serem generosos com os demais, os emergentes e subdesenvolvidos.

Já no final dos anos 70, os economistas começaram a difundir o conceito de globalização, usada para definir um cenário em que as relações de comércio entre os países fossem mais frequentes e facilitadas. Depois, o termo passou a ser usado fora das discussões econômicas.

Assim, as barreiras comerciais entre os países, começaram a cair, com a diminuição (a eliminação) de impostos sobre importações, o fortalecimento de grupos internacionais (como o Mercosul ou a Comunidade Europeia) e o incentivo do governo de cada país à instalação de empresas estrangeiras no seu território.

Para se ter ideia desse processo, saiba que nos anos 60 somente cerca de 25 milhões de pessoas viajavam de avião de um país para outro, por ano, hoje em dia esse número subiu para cerca de 400 milhões de ligações telefônicas entre os EUA e a Europa, atualmente essas ligações chegam a 1 bilhão por ano.

A Globalização está associada a uma aceleração do tempo. Tudo muda mais rapidamente hoje em dia. E os deslocamentos também se tornaram muito rápidos: o espaço mundial ficou mais integrado. Em 1950 eram necessários 18 horas para um avião comercial cruzar o oceano Atlântico, fazendo a rota NY – Londres. Em 1990 essa rota era feita somente 3 horas, por um avião supersônico. Em 1865, quando o presidente dos EUA, Abraham Lincoln, foi assassinado, a notícia levou 13 dias para chegar na Europa.

Hoje em dia bastam apenas alguns segundos para uma notícia qualquer cruzar o planeta, seja por telefone, seja por fax ou até mesmo pelas televisões, o mundo inteiro acompanha qualquer lugar ou pessoas comendo nas mesmas cadeias de “fast food”, bebendo os mesmos refrigerantes, vestindo jeans, ouvindo músicas semelhantes e assistindo aos mesmos filmes.

A abertura da economia e ao Globalização são processos irreversíveis, que nos atingem no dia-a-dia das formas mais variadas e temos de aprender a conviver com isso, porque existem mudanças positivas para o nosso quotidiano e mudanças que tornam a vida de muita gente mais difícil. Um dos efeitos negativos do intercâmbio maior entre os diversos países do mundo, é o desemprego.

Mas a necessidade de modernização e de aumento da competitividade das empresas, produziu um efeito muito negativo, que foi o desemprego. Para reduzir custos e poder baixar os preços, as empresas tiveram de aprender a produzir mais com menos gente. Incorporavam novas tecnologias e máquinas. O trabalhador perdeu espaço e esse é um dos grandes desafios que algumas das principais economias do mundo têm hoje pela frente: crescer o suficiente para absorver a mão-de-obra disponível no mercado, além disso, houve o aumento da distância e da dependência tecnológica dos países periféricos em relação aos desenvolvidos.

Com todas estas mudanças no mercado de trabalho, temos que tomar muito cuidado para não perder espaço, o cidadão para segurar o seu emprego também tem de se manter em constante atualização, ser aberto e dinâmico, para sobreviver, precisamos de estar em sintonia com os demais países e também ir aprendendo coisas novas todos os dias. Ser especialista em determinada área, mas não ficar restrita a uma determinada função, porque ela pode ser extinta de uma hora para outra.

A globalização não beneficia a todos de maneira uniforme. Uns ganham muito, outros ganham menos, outros perdem. Na prática exigem menores custos de produção e maior tecnologia. A mão-de-obra menos qualificada é descartada. O problema não é só individual. É um drama nacional dos países mais pobres, que perdem com a desvalorização das matérias-primas que exportam e o atraso tecnológico.

A influência dos mass media
Intelectuais julgam-se entendidos em qualquer assunto, tendem ao pessimismo e geralmente analisam um único viés do problema. Quando tocam no assunto mass media a palavra-chave é manipulação.

Um dos temas mais discutidos atualmente é a influência dos mass media no processo eleitoral. Dizem que os jornais fragmentam e espetacularizam o fato, noticiando-o da forma que melhor lhe interessar. E mais: omitem o que acham que não deve ser dito, transfigurando a democracia em uma ditadura mental.

É bem verdade que os meios de comunicação, em especial a TV, influenciam o comportamento do eleitor diante do voto. Afinal, eles são a maior fonte de informação para a maioria da população.

Ora, é óbvio que o jornalismo muitas vezes abusa de sua liberdade. São aqueles "profissionais" rebeldes, contestadores, primordialmente sensacionalistas. Mas pelo ponto de vista político, a função jornalística tem valor democrático, sim.

Apesar de os mass media deturpar e alimentar fantasias, o mundo seria ainda pior se não houvesse jornalismo. Simples: as denúncias ficariam restritas à uma pequena parcela da população, centrada no próprio umbigo. Desta forma, doa a quem doer, o jornalismo é um fator a mais – de muito peso – na sustentação da democracia.

Negros, ricos, homossexuais, pobres, indígenas, católicos, brancos, heterossexuais, mulheres, estrangeiros, judeus, homens, evangélicos, que vivem na cidade, que vivem no campo…. São tantas as diferenças entre as pessoas que não é possível encontrar ninguém igual a ninguém em todo o mundo. Mas será que os meios de comunicação já perceberam isso? Os mass media retratam a nossa diversidade cultural?

A tendência dos meios de comunicação tem sido de homogeneizar, tornar iguais todas as pessoas, todos os povos, a partir de padrões dominantes. Isso impõe a quem não se enquadra nestes padrões com um sentimento de exclusão, pois as identidades cada vez entram em maior colapso, ao contrário de se afirmarem, ao mesmo tempo em que possam respeitar as suas identidades.

Este é um fruto negativo do processo de globalização, pois a globalização em si não se constitui necessariamente nem em fragmentação nem em perda da identidade ou caminho inevitável para os fundamentalismos. Os meios de comunicação não devem ser apenas instrumento para o mercado, mas funcionar sobretudo como espaço para o exercício da diversidade, da tolerância, da solidariedade, da crítica e da democracia.

www.megatimes.com.br
www.geografiatotal.com.br
www.klimanaturali.org

Agregados Sociais ou Grupos Sociais

Agregados Sociais ou Grupos Sociais

Agregados Sociais ou Grupos SociaisTipos de Agregados Sociais
Agregados: Constituem uma reunião de pessoas frouxamente aglomeradas que, apesar da proximidade física, tem um mínimo de comunicação e de relações sociais. Apresentam as seguintes características: anonimato, não-organizada, limitado contato social, insignificante modificação no comportamento dos componentes, são territoriais e temporários. Os principais agregados são:

Manifestações publicas: (agregados de pessoas reunidas deliberadamente com determinado objetivo);

Agregados residenciais: (apesar dos seus componentes estarem próximos, mantêm-se relativamente estranhos; não há, entre eles, contato e interação e também não possuem organização);

Agregados funcionais: (constituem uma zona territorial onde os indivíduos tem funções especificas);

Multidões: (agregados pacíficos ou tumultuosos de pessoas ocupando determinado espaço físico).
A sociedade, como toda a realidade, é necessariamente dinâmica, está sempre em processo. Indivíduos, grupos, categorias, agregados, subculturas, estratos sociais agem e reagem continuamente uns sobre os outros. Em outras palavras, estão sempre em interação. Por isto, a análise científica da sociedade requer não apenas a classificação das suas partes – posições, papéis, grupos, agregados, categorias, camadas, subculturas -, a fim de que seja possível a compreensão do funcionamento do todo, mas, também, a classificação dos seus processos.

Processo social é qualquer ação entre dois ou mais agente sociais – indivíduos, grupos, agregados etc. -, contribuindo para aproximá-los ou afastá-los uns dos outros. Por esta razão, os processos sociais são classificados em coesivos ou positivos, os que contribuem para aproximar os agentes sociais, de um lado, e, de outro, disjuntivos ou negativos, os que contribuem para afastar os agentes sociais.

O processo social mais importante é a interação. Todos os processos sociais são diferentes tipos de interação. Por isto, a interação é o processo social geral. A interação é o processo de influência recíproca ou unilateral entre dois ou mais agentes sociais. A influência entre os agentes sociais é recíproca quando os agentes estão fisicamente próximos entre si, em contato direto, ou quando há, de qualquer modo, a possibilidade de reação por parte de todos os agentes envolvidos no processo: quando converso com uma pessoa, seja em contato face a face, seja por telefone, ou mesmo quando me comunico com alguém através de carta, por exemplo. A influência é unilateral quando algum dos agentes em interação está presente no processo apenas de forma indireta e, desse modo, pode influenciar, mas não pode ser influenciado pelo outro. Quando, por exemplo, leio algum livro, sou influenciado, mas, em geral, não influencio o seu autor, seja porque eu não tenha como entrar em contato com ele seja porque ele esteja morto. O mesmo tende a acontecer quando vejo um filme ou assisto televisão. A unilateralidade predominante na interação feita com a intermediação dos modernos meios de comunicação de massa – cinema, rádio, televisão, jornal – é um eficientíssimo e, por isto mesmo, perigoso instrumento de dominação e manipulação das massas, através da transmissão de crenças e valores, bem como, em consequência, da formação de opiniões e atitudes”.

“Interação social é a ação social, mutuamente orientada, de dois ou mais indivíduos em contato. Distingue-se da mera interestimulação em virtude de envolver significados e expectativas em relação às ações de outras pessoas. Podemos dizer que a interação é a reciprocidade de ações sociais”.

“Nas sociedades estratificadas, a interação das camadas sociais entre si tende a ser só aparentemente solidária. Em tais sociedades, as relações entre as camadas sociais são antes um processo caracterizado pela desigualdade de poder, assim como pela diferença de interesses. Desse modo, dominação, de um lado, e submissão, de outro, são características preponderantes no processo de interação das classes umas com as outras, e o pacto social tende a resultar de arranjos temporários dos interesses e do poder relativo de barganha das diversas classes”.

“Contato social, aspecto primário e fundamental, do qual dependem os outros processos ou relações sociais.

Comunicação, forma importante de interação, fundamental para o ser social e para a cultura.

Cooperação, requisito indispensável para a manutenção e continuidade dos grupos e sociedades.

Competição e conflito, fatores dissociativos, que alteram as relações entre indivíduos e grupos, no seio da sociedade ou entre sociedades.

Adaptação, acomodação e assimilação, fatores associativos que sucessivamente propiciam um certo grau de adesão e conformidade às normas estabelecidas; a diminuição do conflito e o estabelecimento de um modus vivendi; a integração sócio-cultural entre indivíduos e grupos, no âmbito de uma sociedade”.

O símbolo está presente em todos os momentos de nossa vida, pois ele não se limita à palavra. A palavra é o símbolo por excelência mas não é a sua única expressão. A linguagem verbal, no entanto, é o mais importante instrumento de socialização. O símbolo verbal permite ao homem conduzir suas ações segundo situações, objetos e pessoas fisicamente distantes, assim como de acordo com acontecimentos passados ou hipoteticamente futuros; permite a transmissão de conhecimentos, técnicas e ideias em geral; permite, enfim, a elaboração de um universo de ideias paralelo e tão real quanto o ambiente e as pessoas. Por isto é tão rica de possibilidades a comunicação entre os homens. É, portanto, compreensível que o símbolo, sobretudo o verbal, seja tão importante para o processo de socialização e, em consequência, para a continuidade dos sistemas sociais.

Embora a socialização seja mais intensa durante a infância e a adolescência, é, no entanto, um processo permanente, porque, mudando de grupo e de posição social, os indivíduos têm de se adaptar a novas situações sociais e essa adaptação é feita através da aprendizagem de novos modos padronizados de agir e mesmo de pensar. Ademais, todas as sociedades estão sempre se transformando, mudando os padrões de organização. As sociedades simples, como as sociedades indígenas, se transformam mais lentamente; as sociedades complexas, como as sociedades do tipo urbano-industrial, se transformam com mais rapidez. De qualquer modo, qualquer que seja o tipo de sociedade, ela está sempre em mudança. Isto requer do indivíduo, para que ele possa se adaptar às transformações do seu ambiente social, a assimilação dos novos padrões de comportamento desenvolvidos na sociedade.

É através da socialização que o indivíduo pode desenvolver a sua personalidade e ser admitido na sociedade. A socialização é, portanto, um processo fundamental não apenas para a integração do indivíduo na sua sociedade, mas também para continuidade dos sistemas sociais”.

“Ao nos referirmos às relações sociais, devemos compreendê-las em seus aspectos dinâmicos. Os indivíduos, através das relações sociais, podem aproximar-se ou afastar-se, dando origem a formas de associação ou dissociação. A este aspecto dinâmico damos o nome de processo social”.

No processo social, podemos ver um aspecto primário, fundamental, que é o contato social. Essa denominação de primário ou fundamental deriva do fato de que dependerão do contato todos os outros processos ou relações sociais. Podemos dizer que o contato é a fase inicial da interestimulação, e que as modificações resultantes são denominadas de interação. É importante fazer uma distinção, no que se refere aos contatos, entre os meios físicos e o significado, isto é, a transmissão de ideias, valores e atitudes. Os meios físicos são apenas os instrumentos: o aperto de mão, o sinal de cabeça, o assobio, o piscar de olhos (meios físicos, porque fundamentados em percepções sensitivas, através dos sentidos da visão, olfato, audição e tato) significam algo, pois são atribuídos significados específicos, convencionais, a esses elementos. Verificamos que o importante no contato social não é apenas o estímulo-reação, mas a interpretação, o aspecto social do contato que está baseado na comunicação de significados”.

Podem ser apontadas como causas do isolamento, enquanto processo social consistente na falta de contato ou de comunicação entre grupos ou indivíduos: a) fatores segregadores de caráter geofísico (montanhas, vales, florestas, pântanos, rios, oceanos), quando os meios de comunicação e os transportes de que dispõe a comunidade são rudimentares; b) prisões solitárias, no sistema penitenciário; c) voluntariedade no isolamento como no caso dos eremitas; d) diferenças biológicas tais como raça, sexo, idade; e) defeitos físicos podem provocar o isolamento funcional; f) diferenças culturais podem resultar no isolamento psíquico como o que ocorre entre o cientista e o analfabeto; g) fatores culturais como a língua, costumes provocam o isolamento habitudinal.

Como consequências do isolamento há: se o indivíduo é isolado nos primeiros anos de vida, anteriormente ao processo de socialização, ou seja, a criança afastada inteiramente do convívio de outros seres humanos, tornar-se-á o chamado homo ferus, como o caso das “meninas-lobo”; se o isolamento não é total, decorre a mentalidade retardada; se o indivíduo for isolado depois de socializado, ocorre a diminuição das funções mentais, podendo chegar à loucura, sendo constatadas em prisioneiros e também entre eremitas; já quanto ao grupo o isolamento praticamente nada altera, em relação aos seus costumes, posto que deveras cristalizados ao longo do processo histórico compartilhado.

Grupos Sociais

A própria natureza humana exige que os homens se agrupem. A vida em sociedade é condição necessária à sobrevivência da espécie humana.

Desde o início, os homens têm vivido juntos, formando agrupamentos, como as famílias, por exemplo. Para o sociólogo Karl Mannheim, os contatos e os processos sociais que aproximam ou afastam os indivíduos provocam o surgimento de formas diversas de agrupamentos sociais, de acordo com o estágio de integração social. Tais formas são os grupos sociais e os agregados sociais.

Vamos analisar inicialmente os grupos sociais: aqueles que, devido aos contatos sociais mais duradouros, resultam em formas mais estáveis de integração social. Nos grupos sociais há normas, hábitos e costumes próprios, divisão de funções e posições sociais definidas. Como exemplos temos: a família, a escola, a Igreja, o clube, o Estado etc.

Grupo social é a reunião de duas ou mais pessoas, associadas pela interação, e, por isso, capazes de ação conjunta, visando atingir um objetivo comum.

O indivíduo, ao longo de sua vida, participa de vários grupos sociais.

Os principais são:
• Grupo familial - família;
• Grupo vicinal - vizinhança;
• Grupo educativo - escola;
• Grupo religioso - Igreja;
• Grupo de lazer - clube, associação;
• Grupo profissional - empresa;
• Grupo político - Estado, partidos políticos.

As principais características de um grupo social são:

• Pluralidade de indivíduos - há sempre mais de um indivíduo no grupo;

• Interação social - no grupo, os indivíduos comunicam-se uns com os outros;

• Organização - todo grupo, para funcionar bem precisa de uma certa ordem interna;

• Objetividade e exterioridade - os grupos sociais são superiores e exteriores ao indivíduo, isto é, quando uma pessoa entra no grupo, ele já existe; quando sai, ele continua a existir;

• Conteúdo intencional ou objetivo comum - os membros de um grupo unem-se em torno de certos princípios ou valores, para atingir um objetivo de todo o grupo; a importância dos valores pode ser percebida pelo fato de que o grupo geralmente se divide quando ocorre um conflito de valores; um partido político, por exemplo, pode dividir-se quando uma parte de seus membros passa a discordar de seus princípios básicos;

• Consciência grupal ou sentimento de "nós" - são as maneiras de pensar, sentir e agir próprias do grupo; existe um sentimento mais ou menos forte de compartilhar uma série de ideias, de pensamentos, de modos de agir; um exemplo disso é o torcedor que, quando fala da vitória de seu time, diz: "Nós ganhamos";

• Continuidade - as interações passageiras não chegam a formar grupos sociais organizados; para isso, é necessário que elas tenham uma certa duração; como exemplo, temos a família, a escola, a Igreja etc.; há; porém, grupos de duração efêmera, que aparecem e desaparecem com facilidade, como, por exemplo, o mutirão.

Tomando por base a classificação dos contatos em primários e secundários, os grupos sociais podem ser classificados em:

• Grupos primários - são aqueles em que predominam os contatos primários, isto é, os contatos mais pessoais, diretos, como a família, os vizinhos, o grupo de brinquedos etc.;

• Grupos secundários - são os grupos sociais mais complexos, como as igrejas e o Estado, em que predominam os contatos secundários; os contatos sociais, neste caso, realizam-se de maneira pessoal e direta mas sem intimidade -, ou de maneira indireta, através de cartas, telegramas,telefone,etc.;

• Grupos intermediários - são aqueles em que se alternam e se complementam as duas formas de contatos sociais (primários e secundários).Um exemplo deste tipo de grupo é a escola.

www.megatimes.com.br
www.geografiatotal.com.br
www.klimanaturali.org

O PCC e a Exposição dos Problemas Carcerários no Brasil

O PCC e a Exposição dos Problemas Carcerários no Brasil

O PCC e a Exposição dos Problemas Carcerários no BrasilA poucos anos atrás o Brasil presenciou, pelos canais de comunicação, uma das maiores rebeliões de presos dos presídios do sul e sudeste do país. O estado que mais sofreu foi São Paulo, onde por uma semana, a capital parecia estar sitiada. Terror e medo contagiava a população como uma epidemia. Os seguidos ataques aos policiais, alguns com mortes, colocava todos em questionamento: se nem os policiais estão conseguindo se proteger, o que dizer da população?

Todos estes acontecimentos, ou pelo menos, grande parte deles, teve um núcleo de desenvolvimento e comando, que operava e opera dentro dos próprios presídios. Entre os presos esse comando é chamado de Partido, para as autoridades é um Estado Paralelo, que põe em risco a ordem da sociedade civilizada e organizada. É o Primeiro Comando da Capital, PCC, tendo como líder-mor Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, o cérebro da organização, considerado um gênio do crime e acusado de arquitetar todas as rebeliões e os ataques feitos às delegacias e policiais.

Feito todo esse resgate dos fatos, é necessário algumas observações sobre o texto, para que não se tenha uma visão distorcida daquilo que o referido trabalho se propõe. Não farei e não faço nenhuma apologia ao PCC, ou qualquer organização criminosa, pois, as vidas inocentes que se foram, ocasionadas pelos ataques, já bastam para ser contrário a qualquer atitude ou feito dessa organização. O que irei propor no texto é o movimento social, a forma que o presidiário vê o Partido, e as atitudes do Estado, que fizeram que organizações como esta, que não são poucas, se desenvolvessem e acabassem como alternativa para aqueles que são postos as margens da sociedade. As análises e questões partirão do Estado de São Paulo, sendo que este é o berço da organização, e o lugar onde ocorreram mais ataques e da onde saíram as ordens para as rebeliões em presídios de todo o país.

O PCC foi criado a cerca de 11 anos, e surgiu como uma organização para proteger o preso, principalmente depois do fático 2 de outubro de 1992, quando no complexo presidiário Carandiru, foram assassinados 111 presos. Assim, o Partido surge para o preso como uma forma de se proteger, tanto do Estado quanto de outros presos, ou de gangues rivais. A revista Caros Amigos lançou este mês a primeira edição especial sobre a história do PCC, e é impressionante como essa facção é organizada, havendo até mesmo Estatuto, onde todos os integrantes devem cumprir sob pena de morte. Além disso, a reportagem traz um dado interessante, a partir da criação do PCC, e de toda sua estruturação, as mortes nos presídios diminuíram significativamente, sendo que, um dos pontos do estatuto proíbe os presos de matar outros presos, a não ser que o Partido autorize.

Essa informação, além de ser interessante, é aberta a outras considerações. Mostra como o Estado não protege seu cidadão, e muito menos dá alternativas para ele se ressocializar, muito pelo contrário, depois de cair ou sair da sociedade organizada com toda a sua ordem, é praticamente impossível voltar, assim surge organizações como o PCC que traz alternativas para estas pessoas. Além é claro da lavagem cerebral que é feita, onde torna o preso um fiel fanático, capaz de tudo pela perpetuação do Partido. Assim o Primeiro Comando da Capital surge como movimento que traz uma nova organização social entre os presos, dando a eles proteção, emprego, e muitas vezes ajudas financeiras. Devido a isso que a cada dia, mais jovens das periferias aumentam o contingente da organização, pois são estes que menos têm ajuda e respaldo do Estado, e enxergam no PCC, um futuro que a sociedade organizada não é capaz de oferecer.

Como já disse, o PCC possui 11 anos, o Estado de São Paulo é governado pelo neoliberalismo tucano há 3 governos, na ordem: Franco Montoro, Mario Covas e por último Geraldo Alckmin, sem contar nas prefeituras de Fleury Filho e Jose Serra, combinando ainda com os 8 anos de FHC iniciado em 1994. Fica claro que essa política que valoriza o capitalismo, onde o social é visto como uma pedra no sapato da elite, foi o principal responsável pelo caos social causado pela facção, sendo que isso já vinha sendo anunciado muitos anos antes de acontecer as rebeliões e nada foi feito.

Durante todo esse período, o sistema penitenciário do país foi inchando, as cadeias cada vez mais parecidas com masmorras de castelos medievais, os presos em condições sub-humanas, a população pobre sem nenhuma perspectiva de vida, à mercê de propostas tentadoras do crime organizado, que é fato, aumentou consideravelmente nesses anos. Pergunto: como fica a mentalidade de uma criança que mora na favela, que ao sair de seu barraco, vê na sua frente o alto muro da Daslu, onde as socialites estão gastando 5 mil reais para comprar uma carteira de couro de canguru, enquanto sua mãe pede esmola na rua, não sabe quem é seu pai, e precisa ajudar no sustento da família desde criança. Até que chega um traficante oferecendo muito dinheiro para “simplesmente” levar um pacote até determinado lugar. Qual escolha ele vai fazer? Quem vai dizer pra ele que aquilo é errado? Sua mãe, que dificilmente fica em casa, pois precisa trabalhar 16 horas por dia, para tirar o sustento dos filhos? Sua professora, que sai de casa de madrugada, pega 3 conduções para chegar a escola, que não tem carteiras, livros, giz, e que no final do mês, seu salário mal dá para sobreviver? São esses e tantos outros fatores que tornam o PCC e tantos outros como CV no Rio de Janeiro, uma opção, uma saída de uma vida miserável.

As rebeliões ocorreram, os problemas foram expostos, resta saber o que o Estado vai fazer para que isso não volte a acontecer. Mas, a solução não está somente na construção de modernos presídios ou na reforma do Poder Judiciário para dar solução em processos parados a anos, mas sim em investimentos no social, para que mais jovens não atualizem o crime organizado, e para que isso ocorra precisa ser feito um programa de longo prazo, com a participação de município, estado e nação, certamente os frutos colhidos valerão a pena, mas só serão notados em 10 ou 15 anos.

www.megatimes.com.br
www.geografiatotal.com.br
www.klimanaturali.org

Futebol | Regras e Variações do Futebol


Futebol | Regras e Variações do Futebol

Futebol | Regras e Variações do Futebol
O futebol é o desporto coletivo mais praticado no mundo. É disputado num campo retangular por duas equipes, de onze jogadores cada, que têm como objetivo colocar a bola entre as traves adversárias o maior número de vezes sem usar mãos e braços. Esse objetivo é de chamado gol (Brasil) ou golo (Portugal). A meta, baliza ou goleira é um retângulo formado por duas traves ou postes verticais, perpendiculares ao solo, e uma trave ou travessão paralela ao solo. Ali fica posicionado o goleiro, ou guarda-redes, que é o único jogador com permissão para colocar as mãos na bola (apenas dentro da sua área), defendendo o gol. Uma partida de futebol é vencida pela equipa que marcar um maior número de gols. O torneio mais prestigiado do futebol é a Copa do Mundo Fifa, os maiores vencedores são Brasil (1958,1962,1970,1994 e 2002), Itália (1934,1938,1982, 2006) e Alemanha (1954,1974,1990).

Regras
Os dois times de onze jogadores disputam pela posse de bola para fazer um gol no adversário. O time que fizer mais gols vence a partida; no caso do jogo ser finalizado com o mesmo número de gols ele termina empatado ( a não ser que o jogo seja de "mata-mata"). Para conduzir a bola os jogadores não podem tocar a mesma com as mãos, braços ou antebraços. Qualquer outra parte do corpo é permitida para se dominar a bola e conduzi-la. A única exceção são os goleiros (ou guarda-redes em Portugal) e no caso de arremessos laterais. Os goleiros são jogadores únicos que ficam embaixo da trave e cujo objetivo é defender a baliza dos chutes adversários, podendo para tal usar qualquer parte do corpo.

Futebol | Regras e Variações do FutebolQuando a bola sai pela linha de lado do campo, o jogo é interrompido e o time adversário à quele que pertence o jogador que tocou na bola por último deve devolver a bola ao campo; neste caso, para recolocá-la em jogo é necessário usar as duas mãos. E os escanteios ocorrem quando a bola sai pela linha de fundo do campo, tendo sido tocada por último por um jogador do time que está na defesa. O escanteio é cobrado sempre pelo time atacante. E neste caso deve ser recolocada em jogo com os pés. Quando a bola sai pela linha de fundo tendo sido tocada por último por um jogador do time atacante, deve ser cobrado o tiro de meta, que é executado pelo time da defesa. O tiro de meta é na maioria das vezes cobrado pelo goleiro, mas pode ser cobrado por qualquer jogador do time.

Num nível profissional poucos gols são marcados por partidas. Na temporada 2004-2005 da Premier League (Liga de Futebol inglesa) uma média de 2,57 gols por jogo foram marcados, e 88% terminaram com não mais que quatro gols. Porém, só 8% terminaram sem gols.

As regras do futebol não determinam especificamente outras posições além do goleiro. Porém, com o desenvolvimento do jogo, um certo número de posições especializadas foi criada. As posições principais no futebol são:

O goleiro ou guarda-redes é quem protege a baliza. É o único jogador que pode usar as mãos, e mesmo assim só pode usá-las dentro da área. Sua função é impedir que a bola passe pelas traves.
Os zagueiros ou centrais tem a função de ajudar o goleiro a proteger o gol, tentando desarmar os atacantes adversários.

Os laterais ocupam as laterais do campo. Também ajudam o goleiro a proteger o golo e normalmente são os responsáveis de repor a bola em jogo quando esta sai pelas linhas laterais do campo.

Os meias, médios, meio campista têm basicamente a função de fazer a conexão entre a defesa e o ataque do time, atuando tanto na marcação como nas jogadas ofensivas.

O atacante ou avançado tem a função fundamental de fazer o gol.

As posições definem a área do campo de atuação de um jogador, mas não o prendem a ela. Jogadores podem trocar de posições, sendo isso bem frequente. Os goleiros têm uma mobilidade menos versátil por sua função, mas também podem participar de cobranças de faltas e escanteios.

O número de jogadores em cada posição define o esquema tático do time, sendo os mais comuns na atualidade o 4-4-2, o 3-5-2 e o 4-5-1. A seleção italiana, no entanto, foi campeã da Copa do Mundo Fifa 2006 utilizando o esquema tático 4-4-1-1. Os números indicam a ordem sequencial de jogadores nas posições: o 4-4-1-1, por exemplo, significa que a Itália jogava com 4 jogadores mais defensivos( incluindo zagueiros e laterais, que podem ser mais ofensivos, sendo aí chamados no Brasil de alas), 4 meias , 1 meia mais avançado e 1 atacante.

Cada equipe é composta de 11 jogadores (excluindo os reservas que são 12), no qual um deve ser o goleiro. O mínimo de jogadores permitido numa partida em andamento é de sete jogadores. Se uma equipe ultrapassar esse número (por expulsão ou impossibilidade de troca) o jogo é terminado com o placar com que foi finalizado.

O equipamento básico necessário são calções, uma camisa, meias, um calçado (chuteira) e uma caneleira. Os jogadores são proibidos de usarem qualquer objeto que possa machucar outros jogadores, como jóias e relógios.

Um certo número de substituições pode ser feita durante o jogo. Em competições oficiais são permitidas no máximo três substituições. O número, entretanto, pode variar, sendo isso normalmente em amistosos. O jogador substituido pode voltar a campo, dentro do limite de substituição.

Árbitro
A partida é controlada por um árbitro, que terá "autoridade total para fazer cumprir as regras de jogo", sendo que "suas decisões sobre os fatos do jogo são definitivas".

O árbitro é auxiliado por dois assistentes (os bandeirinhas), que ficam nas linhas laterais do campo ajudando na marcação de faltas e impedimentos. Na maioria dos jogos oficiais há também um quarto árbitro, no caso de precisar substituir o árbitro que controla a partida.

O comprimento do campo de jogo numa partida oficial deve ser de 90-120 metros e a largura de 45-90 metros.

As duas linhas de marcação denominam-se linhas laterais. As duas mais curtas são as linhas de meta. A bola ao sair das linhas laterais deve ser recolocada em jogo pelas mãos. Já nas linhas de metas há duas possibilidades: se o último toque da bola antes de sair foi feito pelo time defensor, será dado o escanteio (que é batido com os pés) para o time atacante. Do contrário a bola é do goleiro do time defensor.

O gol deve ter um comprimento de 7,32m, e a distânia do travessão (a trave superior) ao chão deve ser de 2,44m. As redes não são obrigatórias (apesar serem fixadas em qualquer torneio); elas só podem ser colocadas se estiverem presas de forma que não atrapalhe o goleiro.

Na frente de cada gol há a área penal (chamada coloquialmente de grande área). Essa área consiste de duas linhas perpendiculares à linha de meta, a 16,5m de cada poste. Essas linhas se unem com uma linha de 40,3m paralela à linha de meta. Toda essa área delimitada é a área penal.

Em cada área penal a 11m do ponto médio entre as traves há o ponto penal, onde a bola é colocada no caso de um pênalti.

O campo tem outras medidas além das descritas;

Duração da partida
90 minutos

Padrão
As partidas oficiais são compostas de dois tempos iguais de 45 (quarenta e cinco) minutos cada um. Entre esses tempos há um intervalo, que não poderá exceder 15 (quinze) minutos.

Acréscimos
Como o tempo de jogo é contínuo, ou seja, não para devido a saída da bola, gols ou faltas e outros acontecimentos que possam parar o mesmo, o juiz pode acrescentar alguns minutos a mais a cada final de um tempo. Este acréscimo serve para compensar situações específicas. É definido pelo árbitro, e dificilmente ultrapassa três minutos.

Tempo extra
Em algumas competições, se a partida terminar empatada, é concedido dois tempos extras de 15 minutos cada um. Se o jogo continuar empatado, mesmo após o tempo extra, é levada para uma decisão de pênaltis.

Uma falta se dá quando um jogador comete uma das ações listadas na Regra 12, entre as quais incluem pontapés sobre o adversário, rasteiras, puxões, empurrões etc., podendo ser direta ou indireta. Quando direta, o jogador a cobrá-la pode a fazer com só um toque. Já na indireta é preciso de dois toques, ou seja, um jogador precisa tocar a bola para seu companheiro.

Ainda há uma falta especial, o pênalti (penalidade máxima). Ele ocorre quando uma falta é cometida dentro da área penal. Nesse caso a bola é colocada no ponto penal, e os dois times (com exceção do cobrador e do goleiro que irá defender a cobrança) devem ficar fora da linha área penal, só podendo entrar nela quando a cobrança for feita. O goleiro deverá ficar na sua linha de meta, só podendo se deslocar para os lados, nunca para a frente. Qualquer contravenção a essas regras será punida com a repetição da cobrança.

Faltas mais violentas, que de acordo com a regra sejam típicas de uma conduta anti-desportiva, são punidas com um cartão amarelo. Se o jogador receber dois do mesmo numa única partida é expulso dela, sendo-lhe apresentado o cartão vermelho após o segundo amarelo. O cartão vermelho é também usado em casos de faltas extremas, quando expulsa automaticamente o jogador do jogo.

Vantagem
No caso de uma falta ter sido cometida mas na continuação da jogada a bola continuar com a posse do time que sofreu a falta o árbitro pode dar vantagem, ou seja, não parar o jogo para marcar a falta.

Impedimentos
O impedimento é uma regra para impedir a chamada banheira (gíria do futebol para os jogadores que ficam só dentro da área penal adversária esperando pela bola). Ela caracteriza-se quando um jogador que poderia receber um passe, no momento em que este é executado, não tem entre si e a linha de fundo adversária pelo menos dois jogadores do outro time. Quando um jogador não está em posição de impedimento, diz-se que há jogadores adversários "dando condições a ele". Os jogadores a "dar condoções" ao atacante podem ser um goleiro e um jogador de linha ou dois jogadores de linha. As exceções a regra do impedimento são unicamente os casos de lançamentos diretos de tiros de meta, arremessos laterais, escanteio; e situações específicas: quando o jogador a receber o passe encontra-se no campo de defesa ou quando está atrás da linha da bola.

Etimologia
Diz-se que o futebol traz para o mundo moderno as rudes competições dos cavaleiros medievais. Este esporte, nascido na Inglaterra do século XIX e rapidamente difundido em todo o mundo, tomou seu nome das palavras "foot"(pé) e "ball" (bola), dois vocábulos cujas origens podem ser rastreadas muito longe.

"Foot" provém das raízes ´pod-´ e ´ped-´ das línguas pré-históricas indo-européias, que também deram lugar ao vocábulo grego ´pous´ (pé), do qual se derivaram palavras como trípode, pódio e antípoda. Do ponto de vista da língua portuguesa, sua derivação mais importante resultou no latim ´pedes´ (pé), que deu lugar a incontáveis palavras, tais como pedicuro, peão, pedal, velocípede.

No início do século XX foi cunhado um neologismo, a palavra ludopédio, com o objetivo de substituir football - palavra da língua inglesa - como a denominação do desporto. Todavia, a palavra nem remotamente conseguiu firmar-se como uma alternativa.

O futuro do futebol
O futebol tem cada vez mais se tornado um esporte popular em vários países sem muita tradição neste jogo. Esta é uma tendência mundial. Especialmente porque para se jogar futebol precisa-se de poucos recursos e equipamentos, uma bola e uma área plana. Países pobres assim como países mais desenvolvidos, como Estados Unidos, Japão e Coréia do Sul, vem descobrindo esta modalidade.

Tecnologia
As inovações tecnológicas vem cada vez mais interferindo nas partidas. Muitas vezes, é possivel perceber imprecisões nas decisões do árbitro. A televisão, e os recursos de alta resolução de vídeo demostram para o telespectador todas as nuances de uma partida em tempo real. Assim é possível visualizar diversos ângulos de uma jogada, que muitas vezes a equipe de arbitragem, os jogadores, e os torcedores em campo não poderiam ver.

Recentemente na Copa do Mundo de 2006, na Alemanha foram dispostos telões de grandes dimensões nos estádios. As imagens televisivas permitem à torcida rever detalhes ampliados das jogadas. Porém, os lances polêmicos não são mostrados em replays nos telões dos estádios. Também, os árbitros estão usando um discreto sistema rádio-comunicador durante a jogo que permite a troca de informações entre a equipe de arbitragem.

Outras Variedades do Futebol
O futebol possui diversos esportes derivados de suas regras, em sua maioria versões modificadas das regras para determinado piso (areia, quadra) ou ao tamanho ou característica destas (paredes ao invés de laterais, campos gramados menores).

Variações FIFA

Futsal: Jogado em Quadras similares a de Basquete e Handebol, com 5 jogadores de cada lado.
Futebol de Areia: Também conhecido pelo seu nome em inglês, Beach Soccer, é jogado em Campos de areia fofa e também é praticado com 5 jogadores de cada lado.

Futebol Paraolímpico
Futebol-de-Sete: Projetado para atletas que sofram de Paralisia Cerebral.
Futebol-de-Cinco: Projetado para desportistas com Deficiência Visual (total ou parcial). Para igualar o grau de deficiência são usadas vendas nos olhos.

Variações Independentes
Futebol Society: Variação jogada em campos gramados (ou artificiais) menores, com pelo menos sete metros de cada lado. Já existem campeonatos amadores na América do Sul.

Indoor Soccer: Popular nos Estados Unidos e Ganhando Atenção na América do Sul (Onde é conhecido como Showbol) é parecido com o Futsal, mas nas laterais e linhas de fundo se tem paredes como no Hóquei no Gelo.

Futebol de Salão: Muitíssimo parecido com o Futsal, é decorrente de uma rixa entre a FIFA e a FIFUSA que era a única federação internacional de futebol de salão, As regras são consideradas mais clássicas, tendo a bola um pouco menor e mais pesada, entre outras diferenças.

Rush goalie: Praticado na Europa, Basicamente é um futebol Society onde a posição de Goleiro não é definida podendo ser desempenhada por qualquer um dos jogadores mas não ao mesmo tempo. Em algumas variedades o Goleiro temporário tem de avisar com um grito que está assumindo a posição.

Órgãos
O orgão que cuida do futebol no mundo (assim como o futsal e o futebol de areia) é a Fedération Internationale de Football Association (FIFA), cuja sede está localizada em Zurique, Suíça.

Há seis confederações regionais associadas a FIFA, sendo elas:

Ásia: Confederação Asiática de Futebol (AFC)
África: Confederação Africana de Futebol (CAF)
América Central/América do Norte & Caribe: Confederation of North, Central American and Caribbean Association Football (CONCACAF)
Europa: Union of European Football Associations (UEFA)
Oceania: Confederação de Futebol da Oceania (OFC)
América do Sul: Confederación Sudamericana de Fútbol (CONMEBOL)

Principais competições internacionais
Mundo (FIFA): Copa do Mundo (seleções) e Mundial de Clubes (clubes)
Europa (UEFA): Eurocopa (seleções) e Liga dos Campeões da UEFA (clubes)
América do Sul (CONMEBOL): Copa América (seleções) e Copa Libertadores da América (clubes)
América do Norte e Central (CONCACAF): Copa Ouro (seleções) e Copa dos Campeões da CONCACAF (clubes)
Ásia (AFC): Copa da Ásia (seleções) e Liga dos Campeões da AFC (clubes) África (CAF): Copa das Nações Africanas (seleções) e Liga dos Campeões da CAF (clubes)
Oceania (OFC): Copa da Oceania (seleções) e Campeonato de Clubes da OFC (clubes).

www.megatimes.com.br
www.geografiatotal.com.br
www.klimanaturali.org